Uma alimentação vegetariana pode trazer vários beneficios ambientais

Sabia que?

51% dos gases de efeito de estufa são emitidos pela industria pecuária. 13% dos gases de efeito de estufa são emitidos por meios de transporte [1]

Da área desflorestada da Amazónia 91% foi desflorestada para ser convertida em área para gado e pastoreio. [2]

Menos gases efeito de estufa (GEE)

Uma dieta vegetariana emite menos 50% de GEE que uma dieta normal.

 

 Porque?

As emissões são geradas através do uso da terra: limpeza da terra para pastar animais e cultivar as culturas para alimentá-los. A energia também é usada para manter os animais vivos, matá-los e o transporte envolvido nesses processos. Existem tambem emissões de gases de efeito de estufa associadas à respiração dos animais e aos antibioticos que eles tomam [3].

e mais... Além de CO2 os animais emitem metano, um gás com um efeito de estufa 86 vezes superior ao CO2 [4]. O metano é libertado pelos animais durante a digestão. A pecuária é considerada a maior emissora de metano no mundo [5]. A pecuária é ainda responsável pela emissão de oxido nitroso. Este gás é 268 vezes mais nocivo do que o dióxido de carbono em termos de seu potencial para intensificar o aquecimento global. [6] O óxido nitroso é liberado quando os resíduos dos animais são quebrados. Um impacto ainda maior é a produção inicial da alimentação dos animais, que envolve grandes quantidades de fertilizantes à base de nitrogênio. 

 Menos gasto de água

O gado precisa de mais água para ser produzido do que as plantas. E não é preciso pensar muito para entender porque. O gado come plantas e por isso na pegada hidrica do gado é tida em conta a água necessária para produzir as plantas que ele consome. Além disso o gado tambem bebe água, e precisa de água no processo de transporte e de manutenção do espaço onde vive.

As nações unidas descrevem a industria pecuária como tendo "um enorme impacte no uso de água" [7]

1kg de carne de vaca, por exemplo, precisa de 15000l de água para ser produzido enquanto que 1kg de feijão precisa de 10x menos, apenas 1500l.

 

Em média 500l de água produzem 1000kcal de comida de origem vegetal, enquanto que são precisos 4000l de água para produzir as mesmas 1000kcl de comida de origem animal [8]. 

 Proteção da natureza 

A pecuária necessita de enormes área de terreno para produzir gado e o alimento do gado.  Cientistas estimam que comer carne requer até 4,5x mais terreno do que o necessário numa dieta vegetariana [9]. 

Desde 1970, 91% da área desflorestada da amazonia foi desflorestada para produzir e alimentar gado [10]. As arvores absorem CO2, com menos árvores para absorverem o CO2, o aquecimento global só se intentifica. 

30% da superfície total da terra é usada para pasto ou produção de animais, 33% das terras aráveis ​​globais são usadas para cultivar cereais para alimentar gado [11].

Ao ter uma dieta vegetariana está a poupar terreno que pode ser usado para:

  • Produzir comida para alimentar as 870 milhões de pessoas que passam fome hoje 
  • Reflorestar a terra de pastoreio e retornar a vida selvagem que outrora vivia nessas zonas

Redução da poluição

A má gestão do desperdicio animal, polui os nossos solos, água e ar. 

O uso e o armazenamento da enorme quantidade de desjectos e outros desperdicios gerados pela industria pecuária estão se a tornar num problema. As fugas de poças e campos de pulverização de estrume estão a contaminar as nossas água.

Milhares de quilômetros de vias navegáveis ​​em todo o mundo estão poluídos a cada ano. Estas são apenas algumas das manchetes que relatam o problema:

Bessbrook fish kill blamed on farm waste pollution – BBC News Northern Ireland (2014) 

Farming practices and climate change at the root of Toledo water pollution – The Guardian (2014) 

Deadly algae are everywhere, thanks to agriculture – Scientific American (2014) 

Intersex fish found in Pennsylvania rivers spur search for chemicals – Los Angeles Times (2014)

O nitrogénio e o fosforo libertados na água contaminam-a criando aquilo a que os cientistas chamam "zonas mortas" - locais onde poucas ou nenhumas especies conseguem sobreviver.

Foram identificadas 169 áreas marinhas como "zonas mortas" em 2008. Um grande aumento comparado com as 44 áreas identificadas em 1995 [12]. 

 

Spy Drones Expose Smithfield Foods Factory Farms

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 Fontes:

[1] http://www.worldwatch.org/files/pdf/Livestock%20and%20Climate%20Change.pdf
[2] Goodland, R., and Anhang, J., 2009 http://documents.worldbank.org/curated/en/758171468768828889/pdf/277150PAPER0wbwp0no1022.pdf
[3] Goodland, R., and Anhang, J., 2009
[4] Myhre. G., et al. 2013. ‘Anthropogenic and natural radiative forcing’. In Climate Change 2013: The Physical Science Basis. Contribution of working group / report of the Intergovernmental Panel on Climate Change.
[5] Environmental Protection Agency, 2012. ‘Overview of greenhouse gases‘. (Assessed 16 August 2014).
[6] Myhre. G., et al. 2013.
[7] FAO, 2006. ‘Livestock’s role in water depletion and pollution’ ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/010/a0701e/a0701e04.pdf
[8] Falkenmark M. and Rockström J. 2004. Balancing water for humans and nature: The new approach in ecohydrology. Earthscan Publications. London. 
[9] Spedding, C.R.W., ‘Food for the ‘90s: The Impact of Organic Foods and Vegetarianism’, 1990 pp. 231-241
[10] Margulis, S. (2004). Causes of Deforestation of the Brazilian Amazon. World Bank Working Paper No. 22. http://documents.worldbank.org/curated/en/758171468768828889/pdf/277150PAPER0wbwp0no1022.pdf
[11] Food and Agriculture Organisation of the United Nations, 2006.
[12] World Resources Institute, 2008. ‘Eutrophication and hypoxia in coastal areas: a global assessment of the state of knowledge’. http://pdf.wri.org/eutrophication_and_hypoxia_in_coastal_areas.pdf

Documentário sobre o impacto ambiental de comer animais

Cowspiracy, documentário recém-lançado nos Estados Unidos, tem sido muito elogiado por grandes diretores ligados à causa animal. O filme é fruto de um ano de trabalho do cineasta Kip Andersen, que ficou intrigado com o fato de grandes ONGs ambientalistas ignorarem a causa número um da destruição do planeta.Ao ler relatórios oficiais da ONU a respeito dos impactos da pecuária sobre o meio ambiente, Andersen descobriu que ela é a principal causa da maioria dos problemas ambientais. Então, decidiu ir até as sedes das principais organizações ambientalistas do mundo para checar porque elas não falam sobre o assunto. 

 A agropecuária é a principal causa do desmatamento, consumo de água e poluição e é responsável por mais gases de efeito estufa do que o setor de transporte. É o principal motor de destruição da floresta, extinção de espécies, perda de habitat, erosão do solo, de “zonas mortas” nos oceanos e praticamente todos os outros problemas ambientais. No entanto, ela continua, quase inteiramente sem contestação. 

 À medida em que Andersen confronta os líderes do movimento ambiental, ele descobre cada vez mais o que parece ser uma recusa intencional de discutir a questão da pecuária, enquanto denunciantes da indústria e “cães de guarda” o alertam dos riscos para a sua liberdade e até mesmo para a sua vida se ele se atrever a persistir. 

 O documentário é rico em entrevistas e dados estatísticos e traz entrevistas surpreendentes com representantes de ONGs e do governo. Cownspiracy é um filme muito corajoso e indispensável aos admiradores de ONGs como Greenpeace, WWF, Amazon Watch e outras do gênero.Boa parte dos números do filme referem-se ao Brasil, já que aqui temos o maior rebanho comercial do mundo. O documentário é centrado em entrevistas e dados estatísticos, tendo apenas uma cena de abate que pode facilmente ser evitada, pois é anunciada por cenas anteriores. A compaixão pelos animais entra na trama desenrolada por Andersen de forma natural, mudando inclusive a forma como o próprio cineasta vê o tema central de seu filme.

COWSPIRACY (Agropecuária - Destruição do Meio Ambiente)

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